Quais são os 5 sistemas de segurança perimetral mais utilizados nos edifícios?

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O que é a segurança perimetral nos edifícios, e porque é que é tão importante?

O termo “segurança do perímetro” refere-se a todas as medidas para reduzir o risco de queda de pessoas e objetos durante as diferentes fases de construção de um edifício.

A segurança perimetral no local é um elemento básico na fase de planeamento e execução de um edifício, pois tem de garantir a máxima segurança para as pessoas no local, ao mesmo tempo que contribui para a maior produtividade possível.

A segurança no local é muitas vezes entendida como um custo adicional, ou como um fator que tem uma influência negativa na produtividade, sem pensar que, em caso de acidente, as consequências podem ser muito significativas, tanto para o trabalhador como para a empresa, não só em termos económicos (indemnização), mas também em termos produtivos (suspensão do trabalho) e legais (responsabilidade criminal/jurídica).

 

Quais são as estatísticas sobre acidentes em estaleiros de construção devido a quedas de pessoas ou objetos?

De acordo com as estatísticas europeias, o setor industrial com a maior taxa de acidentes é a indústria da construção:

Por esta razão, a segurança no local de trabalho, e em particular no setor da construção, é uma questão que está a atrair um interesse e um esforço crescentes.

É essencial centrar-se na informação e formação constante dos empregados no que diz respeito aos riscos potenciais, bem como na implementação de medidas preventivas, tais como a promoção da utilização de sistemas eficazes que limitem, reduzam ou eliminem potenciais acidentes.

 

Quais são os acidentes, quais são os mais frequentes e que requerem mais atenção?

A queda de altura destaca-se, de longe, como a principal causa de acidentes em estaleiros de construção, e entre os principais fatores de influência, encontramos:

  • O trabalho é constantemente realizado em superfícies que se encontram a diferentes níveis, e grandes áreas devem ser deixadas completamente livres para permitir a execução das fases subsequentes (recintos, instalações, etc.).
  • A repetição do trabalho, e a rotina dos trabalhadores no local, contribui frequentemente para uma diminuição da perceção dos riscos de acidente, de modo que as medidas preventivas são relaxadas, ou a exposição ao risco é subestimada.
  • Dificuldade em atingir a exposição ao risco ZERO, para cada trabalhador, em todas e cada uma das suas ações diárias.

 

Que ações podemos tomar para tentar reduzir o risco de queda em altura?

Para reduzir este risco, na fase de construção teremos de considerar 2 categorias de riscos:

  • Queda de pessoas/objetos dentro do forjado: Esta é a queda que pode ocorrer durante a fase de cofragem do forjado, quando ainda existem lacunas na cofragem (que não está completamente coberta).
  • Pessoas/objetos que caem no perímetro: Esta é a queda que pode ocorrer fora da extremidade do forjado, devido a falta de proteção ou proteção insuficiente.

 

Agora que já começámos a trabalhar na matéria, vejamos quais são os

5 sistemas de proteção perimetral mais frequentemente utilizados no local durante a execução da estrutura.

 

1.- Postes (peitoris)

O poste (peitoril) é uma estrutura vertical que, combinada com elementos horizontais (placas ou corrimões), proporciona proteção coletiva contra o risco de queda de uma altura, impedindo a queda.

Na construção de edifícios, os postes são diferenciados pela altura e pelo tipo de ancoragem à laje do chão:

  • Ancoradouro com garra: O poste é preso à laje “abraçando-o”, e ajustando o seu mecanismo, até se obter a firmeza apropriada.
  • Ancoragem com cavilha no forjado: O poste é ancorado por perfuração no forjado do chão e instalado através de um elemento de ancoragem.
  • Ancoragem com elemento perdido (basquit): O poste é inserido num acessório (basquit) que foi previamente instalado no betão fresco, que se perde e serve de alojamento para o poste.
  • Poste de Compressão: Sistema avançado de postes, com um mecanismo telescópico que é fixado entre as duas placas, permitindo aumentar a altura de proteção para 2,50 m, aumentando significativamente o nível de proteção perimetral.

2.- Sistemas Safety Screen

O Safety Screen é um sistema de proteção perimetral capaz de criar um ecrã de proteção completo, com a ajuda de uma estrutura metálica temporária que pode ser manuseada por grua. Em geral, este sistema pode proteger dois ou três andares de cada vez, e está normalmente presente em edifícios de estilo “arranha-céus”, onde é necessário lidar com as fortes rajadas de vento que ocorrem a grandes alturas.

O sistema consiste em vigas metálicas ancoradas à laje que permitem a montagem de proteção perimetral completa com painéis de madeira ou aço.

Este tipo de sistema é normalmente levantado em módulos com a necessidade da utilização de uma grua. Em edifícios altos, a utilização de sistemas de elevação mecanizados é muitas vezes necessária, de modo a que os módulos não sejam soprados livremente pelo vento durante o manuseamento.

3.- Andaimes perimetrais

A proteção do perímetro do andaime é uma solução muito comum em alguns países (por exemplo, Itália), cumprindo uma dupla função: proteger o perímetro do estaleiro de construção e permitir a circulação de trabalhadores durante todas as fases da construção.

O andaime é constituído por elementos modulares verticais, horizontais e diagonais de metal que permitem a colocação de plataformas para a passagem de pessoas.

Os andaimes perimetrais, por sua vez, representam frequentemente um custo muito elevado, embora proporcionem múltiplos benefícios para os trabalhadores e trabalho seguro num estaleiro de construção.

4.- Sistema ALSINA-RSA

O sistema ALSINA-RSA é um dos sistemas de proteção perimetral mais completos, versáteis e eficazes do mercado, uma vez que requer um investimento mínimo, o que contribui significativamente para a poupança de custos no local, uma vez que a sua instalação e relocalização NÃO SOLICITA O USO DE GRUA.

O sistema é composto por uma estrutura de vigas verticais de alumínio, às quais as redes de proteção são ancoradas, cobrindo todo o perímetro e a altura entre andares, proporcionando uma cobertura TOTAL.

Ao contrário dos sistemas tradicionais, que bloqueiam a utilização da grua, requerem muita mão-de-obra e interferem nas diferentes fases de construção, o sistema ALSINA-RSA representa uma evolução notável, porque reduz custos desnecessários (grua, mão-de-obra), não interfere com as diferentes fases (montagem da cofragem, caixas) e a sua montagem é simples e rápida (produtividade).

5.- Forquilhas

O sistema de varas e forquilhas é um tipo de solução bem estabelecido em muitos mercados, mas, ao contrário dos acima mencionados, deve ser sempre acompanhado por um sistema de proteção perimetral (por exemplo, postes com elementos horizontais, etc.). A sua função é apanhar objetos ou pessoas, e não evitam quedas. É um sistema básico que tem sido aplicado há décadas na maioria dos mercados, na ausência de outros sistemas ou de medidas preventivas mais evoluídas.

Conclusões

Como vimos, a crescente preocupação em reduzir os acidentes de trabalho, especialmente no setor da construção, contribuiu para o desenvolvimento e evolução de diferentes soluções técnicas, com um objetivo comum: prevenir acidentes.

A vasta gama de diferentes tipos de soluções atualmente disponíveis permite às empresas tomar medidas preventivas com um grau de precisão mais elevado, adaptadas às suas necessidades. Embora a construção seja o setor com maior exposição a quedas de altura, existe uma tendência positiva em termos de redução e prevenção de acidentes.

“Licenciado em Marketing e Investigação de Mercados colabora com o Grupo Alsina há 18 anos. É o System Manager do sistema de proteção individual Alsipercha, e dirige a divisão Alsina Safety, especializada em sistemas de proteção e acesso aplicados durante a fase estrutural para o grupo Alsina. A sua trajetória profissional inclui a participação em diferentes projetos de expansão da empresa a nível internacional.”
Javier Torre
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